segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DO OUTRO LADO DO MAR - ADERBAL

CASABLANCA E A MAJESTOSA MESQUITA

 MALTA
 CORFU
 CORFU

 DRUBOVNICK


Recebi ontem essa poesia escrita pelo primo Aderbal Esteves.
Aqui está ela com autorização do autor.


Do Outro Lado do Mar  - Aderbal Esteves

Do outro lado do mar,
Tem a ponta de outro continente,
Rezadeiras na igreja, crianças contentes,
Como se reza lá, se reza cá,
Em várias línguas numa só fé.

Pois é, como a ousadia dos navegadores,
Deixando promessas aos seus amores,
De lhes trazer o ouro, fortunas,
Coisas da terra, que nem tinham lá,
Do imenso mar, do lado de cá.

Deixavam lembranças, saudades,
Enfrentando tempestades e maldades,
Por ousar descobrir novos mundos,
Quando a terra, no início, nem se concebia,
Só as cabeças perdidas pela ousadia,
De que mesmo assim a terra movia.

Quase repetindo o milagre de Cristo sobre as ondas,
Partiram três canoinhas pelo mar imenso,
De coragem e vigor tão intensos,  
De vencer o medo e em segredo,
Descobrir com ardil, afinal o Brasil.

Fugiram das calmarias, tormentas,
Até fincar a cruz no monte,
Ante os olhares dos índios ao ver defronte,
Invadir para sempre o desejo e atenção,
Até inveja desta grande Nação.

Do outro lado do mar,
Deve ter novos costumes, novas cores,
Mas, ainda a areia branca, ternos amores,
Casas cor de cal, azul cor de anil,
Do outro lado do mar, ó África, Portugal,
Do lado de cá, com tanta beleza,
Simplesmente, Brasil.

(09/08/2011)

 Em março, eu, meu marido e mais dois casais de amigos fizemos a Travessia do Atlântico, saindo do Rio e chegando a Veneza.
Primeiro, rumo nordeste e depois de Recife, 5 dias sem aportarmos. Avistamos Fernando de Noronha e depois só o Arquipélago de Cabo Verde, 4 dias depois. Por vários momentos me debrucei no convés, vendo aquela imensidão de água e pensei nos navegadores, em suas frágeis embarcações, sem satélites, GPSs e computadores, sem rotas bem traçadas e caminhos desconhecidos... 
Nós, com todos os confortos, grandes jantares a bordo, shows, piscinas e tudo mais e mesmo assim a distância é imensa. Foram 11.800 km. navegados. 
Essa poesia diz muito dos povos do outro lado do mar. Casablanca, bem na ponta da África e sua fantástica Mesquita de Hassan II. Como se reza lá, se reza cá.
Os novos costumes e as novas cores da bela Malta nos levou a mergulhar na idade Média, naquela cidade (La Valetta) toda da mesma cor dourada, beje, areia...
As casas cor de cal de Corfu na pequena ilha grega e o mar cor de anil da bela Drubovnick, na Croácia.
Realmente, no outro lado do mar se tem sempre uma descoberta a cada dia.

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